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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Diversos Versos, Inversos e Reversos #34

                                                                                  

Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Cada um de nós, à sua maneira, extrai da vida a poesia que nos cabe.

Abraços Literários, beijos poéticos, flores para perfumar o caminho e até a próxima.




segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Onde Está Segunda? (What Happened to Monday?)

                                                                                


Sinopse- Em um mundo onde só filhos únicos são permitidos, irmãs sétuplas só terão uma chance se fingirem que são uma só pessoa.

Quando se trata de uma distopia, na maioria das vezes há sempre o mesmo plot na construção da história e dos personagens, e dá-lhe separação por classes, habilidades e jogos.
No caso de Onde Está Segunda?(What Happened to Monday?), surpreendentemente a trama não envereda por esses caminhos, o filme traz a dosagem exata de suspense e ação.
O filme se passa num futuro próximo, 2073, onde devido a escassez de alimentos, é praticada a política do filho único, criada por Nicolette Cayman (Glenn Close), e as famílias que possuem mais de um tem os “excedentes” recolhidos pelo governo e levado para congelamento com a promessa de retorno quando as coisas melhorem no mundo.
Nesse meio tempo, Karen Settman dá a luz a sétuplas idênticas, morre durante o parto e seu pai, Terrence Setman (Willem Dafoe) cria as netas em segredo, dando a cada uma delas, o nome de um dia da semana para facilitar a identificação das garotinhas.
                                                                             


As sete irmãs são criadas e treinadas pelo avô para sobreviverem com uma só identidade oficial, a da mãe.
O problema começa quando já adultas (Noomi Rapace), uma delas, Segunda, desaparece no retorno para casa após o expediente de trabalho e as outras seis, preocupadas, se veem obrigadas a procurar pela irmã, numa busca e investigação por conta própria, enfrentando obstáculos que podem ser fatais, ao mesmo tempo em que tentam se esconder do governo.
A proposta é beeeeem bacanuda e o desenvolvimento do roteiro cumpre com o prometido.
Onde Está Segunda? tem ritmo ágil introduzindo as personagens e as regras do governo de maneira simples e então salta para o plot principal de um jeito tão inteligente que você não vê o tempo passar apesar de ter cerca de 2 horas de duração.
Sabemos somente o necessário sobre elas (suficiente para criar empatia, como não torcer por Quarta ou se emocionar com Sexta?), o treinamento e a tática de sobrevivência, o que foi um determinante para não ficar cansativo.
A atuação de nossa protagonista é excelente, quase um filme de uma só pessoa, no caso sete, já que é possível diferenciar com facilidade as irmãs, na forma de falar, de vestir, nos olhares e no comportamento.
Como toda história que envolve pessoas em um governo distópico, Onde Está Segunda? entra rápido no clima de perseguição fazendo com que a ansiedade chegue na hora e na medida exata.
Com o desaparecimento de Segunda, vemos que as regras do governo vão além do que imaginávamos, conhecemos conspirações e jogos de poder.
A grande sacada do filme é revelar aos poucos mesmo que o público fique roendo as unhas de ansiedade aguardando pelo transcorrer da trama.
Os personagens secundários são inseridos de modo discreto apesar de relevante.
Para alguns, determinadas situações ficam meio previsíveis já na metade do filme, mas isso não atrapalha em nada, porque o enredo te prende bem do comecinho até os créditos finais subirem.
Além da ação ainda tem umas pitadas de humor e drama num roteiro bem costurado com um final satisfatório.

Onde Está Segunda? é mais um acerto cinematográfico do streaming Netflix, uma mistura de sci-fi com distopia, muita ação, suspense e atuações convincentes.

Abraços Literários e até a próxima!



sábado, 16 de setembro de 2017

O Guardião Invisível-

                                                                              

Suspense policial que mistura ação e thriller psicológico numa narrativa interessante já que os assassinatos não são exclusivamente o plot abrindo espaço para acontecimentos e conflitos paralelos que em determinado momento se tornam mais interessantes que a premissa.
Com uma narrativa em terceira pessoa, acompanhamos as investigações de uma série de assassinatos cometidos em uma pequena cidade, chamada Elizondo, que têm em comum o fato de terem sido praticados contra garotas e ter em cada cena do crime montado um ritual.
A investigadora Amaia Salazar, uma mulher corajosa, decidida, inteligente e perspicaz, mas que apresenta um lado vulnerável, mostrado em flashes de sua infância, é colocada como chefe das investigações e precisa voltar a sua terra natal, lugar do qual ela se mantém o mais distante possível, fugindo dos fantasmas do seu passado.
Na trama são apresentados pontos de vista de diferentes personagens.
Como ninguém viu nada fora do comum, não ouviu nada diferente e ninguém tem motivos para ser suspeito, as investigações não evoluem e as pessoas começam a crer que o assassino seja um ser mítico chamado Basajaun.
Quem é Basajaun, onde ele está e principalmente porque cometeria esses crimes são as perguntas que permeiam o enredo do livro.

Um basajaun é uma criatura, espécie de homem de uns dois metros e meio de altura, com costas largas, longa cabeleira e bastante pelo por todo o corpo. Vive nos bosques, dos quais faz parte e nos quais atua como entidade protetora. Segundo as lendas, ele cuida para que o equilíbrio do bosque se mantenha intacto. E, embora não se mostre muito, costuma ser amistoso com os humanos.”

O que é real e o que é fantasia?
O livro trata bastante sobre a cultura basca, sua culinária, lendas e costumes mostrando alguns dos elementos da mitologia basco-navarra com a singularidade de trabalhar as crenças do povoado que de certa maneira influenciam até mesmo a protagonista que é racional e científica.
Os bascos, cuja história é coberta de mistérios, são um grupo étnico que habita parte do norte da Espanha e são nativos de Navarra. Quem gosta dessa pegada mítica vai gostar bastante da leitura.
O livro apresenta ainda um pouco da relação de Amaia com as irmãs e a tia, intercalando passagens de sua infância e sua conturbada relação com a mãe, trazendo relatos aterrorizantes.
A narrativa é fluída, instigante e envolvente.
A autora escreve de forma que prende a atenção e apesar de algum excesso de texto descritivo, a investigação segue de forma que tudo fica bem encaixado como em um quebra-cabeças onde cada peça está exatamente onde deveria estar e nenhuma outra se encaixaria tão bem ali.
São descritas também muitas informações técnicas de como são realizadas as investigações criminais.
Só no finalzinho do livro dá para desconfiar quem é o criminoso, ainda assim fiquei em dúvida, o que equivale a dizer que fui sim surpreendida.
Por ser uma trilogia, fica a expectativa para a continuação, mas esse final fecha o ciclo dos assassinatos.

                                                                        


A adaptação literária já entrou no catálogo brasileiro da Netflix.
Os espanhóis mandaram muito bem nas telonas trazendo a trama policial intrigante que vale muito a pena ser conferida.
Como no livro o thriller policial investigativo traz muitos elementos de um bom suspense.
A detetive Amaia Salazar é interpretada pela atriz Marta Etura, de Enquanto Você Dorme.
A direção de Fernando González Molina é boa mantendo o clima e conduzindo o competente elenco de forma exemplar. Também acertou a mão ao explorar só o necessário sem se tornar cansativo o que resultou em um filme bem feito e bem produzido, com excelente fotografia e muito bem inserida no contexto.  
Para quem está familiarizado com o gênero talvez não haja grandes surpresas nem maiores emoções, mas tem seu valor cultural e não deixa de ser uma boa opção de circuito alternativo.


Abraços Literários e até a próxima.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

O Sorriso da Hiena-

                                                                                 


Inicialmente uma publicação indie do autor nacional Gustavo Ávila, o livro agora lançado pela Verus, tem uma narrativa eletrizante começando com uma cena de assassinato complexa e intrigante.

Sinopse- Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar um ato de crueldade quando, por trás dele, há a intenção de fazer o bem?


William, um renomado psicólogo infantil, cuja tese de doutorado (que nunca saiu da teoria) que  o tornou famoso,  estuda  a relevância dos eventos violentos na vida de uma criança.

David, um serial killer, que assistiu o assassinato dos pais quando tinha oito anos, e agora repete com outras famílias o que foi feito com a dele com o objetivo de descobrir se elas se tornarão pessoas de bem ou se cometerão crimes bárbaros como ele.
Ele se tornaria o que é  sem nenhuma relação com o que aconteceu?
Ou o que aconteceu influenciou seu comportamento e personalidade?

Artur, o investigador que foi  designado a desvendar o crime de uma criança obrigada a assistir o assassinato dos pais.
À medida que outros assassinatos iguais acontecem, então precisa correr contra o tempo para desvendar a identidade do assassino. 
Famoso por seus feitos e pelo seu jeito peculiar devido a síndrome de Asperger (estado do espectro autista com maior adaptação funcional, pessoas com esta síndrome são socialmente inábeis e possuem interesses obsessivos em certos assuntos, no caso dele é a obsessão por romances policiais) inteligente demais e sociável de menos, é sem dúvida o melhor personagem do livro.

Bete, policial amiga de Artur, que também está investigando o caso, consegue uma pista: as famílias das vítimas recebiam rosas brancas após os crimes.

William, devido a sua experiência, é indicado para ajudar a polícia na captura do criminoso.
Mas  a polícia não é a única interessada na aptidão do psicólogo.
O responsável pelo crime ocorrido e por outros que se seguirão também entra em contato com ele fazendo uma proposta:  vai repetir com cinco crianças o que aconteceu com ele, e “dará” a William “material” para analisar,  acompanhar o crescimento delas e verá o tipo de impacto isso causará.

“A proposta de David era cruel e ele nunca havia imaginado compactuar com algo assim, mas  não conseguia deixar de pensar que poderia realmente tirar algo de bom disso. Se ele iria continuar matando,  por que não usar o mal para fazer o bem?”

A trama é perturbadora, levanta questões morais, expõe de maneira crua a maldade humana e você se questiona o tempo todo sobre as decisões que os personagens tomam.

“ Eu não quero fazer um curativo no dedo, eu quero…tirar o corte da faca.”

O Sorriso da Hiena é  uma mistura de gênero policial investigativo com thriller psicológico, instigante com muita coisa acontecendo bem rápido.

O livro é bom e eu gostei, a escrita do autor é fluída e quando vc começa ler não consegue parar até terminar, mas tem furos no roteiro que não passa despercebido num thriller investigativo.
Como uma policial vai sozinha até a casa do suspeito?
Porque testemunhas que poderiam descrever  o assassino não são interrogadas?
Parte-se do pressuposto da constante, mas porque  o estudo das variantes não é levada em consideração?
Algumas pistas são bem óbvias, como por exemplo, como o William chega até uma das crianças que teve os pais assassinados antes da polícia saber do crime?

O final do livro pode não agradar a todos, mas não há como negar que se vista por uma perspectiva imparcial o desfecho estava lá desde o início, afinal não conseguir discernir entre o bem e o mal, é no mínimo um sério problema de conduta.

A Globo comprou os direitos de adaptação então vem por aí um filme ou uma série.

Abraços Literários e até a próxima.




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Depois Daquela Montanha-

                                                                                  


Sinopse: O Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.  Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada. Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.
Publicado em mais de dez países é uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder da esperança e do amor.


Depois daquela montanha, de Charles Martin,  conta a história de Ben e Ashley, duas pessoas unidas pelo destino e por uma tragédia.
Ben, um renomado cirurgião ortopedista voltando para casa depois de participar de uma convenção, está no saguão do aeroporto quando conhece  a jornalista Ashley.
Como uma mudança no tempo cancela seu voo, ele querendo chegar o mais rápido possível em casa, decide fretar o avião do simpático  piloto Grover e oferece uma carona a apressada Ashley que está prestes a se casar.
Grover, seu cachorro, Ben e Ashley decolam e o que era para ser uma viagem rápida se torna uma tragédia. O piloto tem um mal súbito e falece, pousando antes o avião.
 Ben e Ashley sobrevivem, mas ela tem graves ferimentos e não consegue se locomover.
 Como nenhuma autoridade foi informada sobre o voo, esperar  pelo resgate não é uma opção.
A partir daí, sozinhos, quase sem suprimentos, numa paisagem inóspita em meio a geladas montanhas, eles lutam para sobreviver, estabelecendo vínculo, compartilhando vivências e segredos que nunca mais serão esquecidos, buscando uma estratégia de se salvarem e encontrarem a saída antes que seja tarde demais.

Mais que um livro sobre tragédia que une pessoas, é um convite à reflexão apresentando superação de limites com sensibilidade e inspiração.
Com ritmo às vezes sufocante, mas sempre cativante, a narrativa acompanha o trauma do acidente, as dores físicas e emocionais  e a construção da relação.
Digno de nota esclarecer que não é um romance, mas uma relação de cumplicidade e autoconhecimento, resistência física e mental, onde a luta pela vida e a esperança em se salvarem, vai além da sobrevivência, estabelecendo um processo de aceitação e transformação interior.

Os protagonistas são bem construídos e conseguem criar laços com o leitor, o que é difícil num livro só com diálogos entre dois personagens.
Aos olhos de Ben, acompanhamos o que está acontecendo com eles naquela jornada e, em paralelo, ouvimos as gravações que o médico faz para a sua esposa.
E Napoleão, o cãozinho do piloto, deu um toque especial à trama. E é incrível pensar na falta que ele faria se a autora não o tivesse incluído.

O livro tem uma diagramação simples, sem erros e com uma capa simples e bonita.
O enredo é sensível, inspirador, envolvente e inteligente, onde tudo acontece de maneira gradual e natural.
A narrativa é fluída e você lê de uma sentada.

Gostei bastante apesar de achar os possíveis desfechos previsíveis.
O livro tem um F maiúsculo de fofura e chega às telonas com Idris Elba e Kate Winslet como Ben e Ashley.

                                                                                  



Abraços Literários e até a próxima.




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Café Craft: DIYs

                                                                                 


Oieeeeeee pessoas lindas hoje vou mostrar mais alguns fofíneos DIYs!

                                                                                


Esses lindinhos amigurumis, bichinhos de “pelúcia” feitos de crochê, em formato de cacto que achei muito amorzinho <3 que vcs conferem na Manequim (aqui) e em vídeo no Programa Arte Brasil (aqui).
Olha como ficam lindinhos!
Fiquei apaixonada por esse orelha de Mickey/Minnie <3


                                                                                   

Esse simpático tubarão cobertor cujos moldes e medidas  deixo aqui, é só clicar nas imagens que aumentam, mas vcs encontram vários na internet.
                                                                       

A minha intenção era fazer para os  meus sobrinhos e meus filhos peludos de quatro patas, masssssssss então, contudo, todavia, porém como podem  ver o tamanho do tecido que eu tinha não deu, serviu para o bicho de pelúcia não passar frio, assim como a boina :p                                                         


PAP da boina de feltro vcs conferem (aqui).
                                                                                

                                                                                                                                                               



Por fim,  esses  marcadores de páginas “feltros com carinho” facinhos de fazer.
Desenhe ou copie o molde num papel grosso, passe para o feltro, corte e costure.
A dica peguei lá no blog da lindona da Érika do Nada de Conto de Fadas, que fez essa ursinha fofínea que vcs conferem (aqui).

                                                                                   


Tem também esse modelo de canto no gif autoexplicativo.
Fácil siiiiiiim,  porque se eu consegui fazer vcs  vão arrasar!!!!
Ele está disponível em vários bogs, peguei ele no GeraçãoCulturaPontoCom (aqui).
E vcs encontram muitos moldes fofurosos no Maria Dobradura (aqui).

                                                                                  



E aí qual vcs mais gostaram?????

Abraços literários e até a próxima.


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Caneca Literária #44: Rogue One- Uma História Star Wars


Rogue One: Uma História Star Wars-  O Spin-off perfeito da franquia !



Sinopse: Como último recurso na tentativa de impedir que o terror promovido pelo império se alastre por toda a galáxia,  um peculiar e inusitado grupo de pessoas se unem à aliança rebelde para interceptar os planos de construção da mais poderosa arma de destruição do inimigo, a Estrela da Morte.
Sem a presença dos Jedis, a sinopse oficial diz que o filme “aproxima pessoas comuns que escolheram fazer coisas extraordinárias e que, ao fazê-las, tornaram-se parte de algo maior do que elas mesmas”.
                                          
                                       

A Disney, quando adquiriu a franquia Star Wars,  se comprometeu a expandir o universo; “fantasia” é a especialização da Disney e convenhamos que apesar da pegada sci-fi, é isso que Star Wars entrega ao seu público: fantasia (e esperança) da melhor qualidade.
Este não é o episódio VIII da saga, a continuação da aventura retomada em 2015, em O Despertar da Força.
Rogue One é o primeiro filme de uma série intitulada “Histórias de Star Wars” que traz novos ares já que tratam de histórias paralelas (serão três exibidos intercalados com os três episódios oficiais).
Nesse filme retornamos  à ambientação original da saga, mas com licença poética para explorar o  mais distante horizonte, sendo assim o diretor Gareth Edwards,  contando com um elenco afinado e um roteiro redondo, saiu do óbvio.
Felicity Jones interpreta a rebelde Jyn Erso que ao lado de Diego Luna (Cassian Andor, aqui vamos abrir mais um e absolutamente necessário parêntese (eu amoooooo Diego Luna)) são os protagonistas com pontos de partida relativamente obscuros, instigantes e com grande potencial que formam a liderança do inusitado grupo rebelde, cheio de nuances clássicas e novas reflexões, compostos por Donnie Yen, Riz Ahmed (que literalmente roubou a cena), Jiang Wen e Alan Tudik (como a voz do Droid K2SO).
Não há  destaque de atuação de nenhum personagem em especial, pois  a ideia é dar unidade ao grupo.
E essa composição da missão Rogue One é de um bom gosto incrível.
O filme conta também com pequenas, mas excelentes participações de Mads Mikkelsen e Forest Whitaker. Ben Mendelsohn fica com o papel de vilão e o comando do projeto da Estrela da Morte.
Darth Vader fica num condizente segundo plano, mas, imponente e temível como de costume.

No quesito visual, ponto mais marcante da saga, ganhou requinte com o uso das novas tecnologias em efeitos visuais e honraram a ideia original de seu criador George Lucas.
Tais técnicas nos veículos e naves fazem com que tudo funcione perfeitamente.
 O figurino, na aliança rebelde e nas forças imperiais, está um escândalo de maravilindoooo.
Com o uso, na medida exata de pós-produção, histórias são contadas de maneira efetiva e o universo fica mais rico com novos planetas e sistemas.
Uma das principais assinaturas de Star Wars, as batalhas, por terra ou aéreas foram um  deleite visual, muito bem construídas, em grandes escalas e em diferentes níveis.
Rogue One é um verdadeiro presente  para os fãs do universo Star Wars pela sensibilidade com que compôs alinhavos com os demais eixos da saga,  pela coragem de ousar uma muitíssimo bem elaborada história menor (e por não terem tido medo de matar personagens),  pela grandiosidade de honrar quem é apaixonado pelo contexto. Uma pena que o Oscar não o inseriu entre os melhores do ano (foi indicado por mixagem de som e efeitos visuais).
        

Uma das cenas mais lindasssssssssss de todos os filmes juntos está em Rogue One que enquanto obra isolada é excelente e como spin-off  é mais do que um dos melhores da franquia, é perfeito!

 Recomendadíssimo!


 Abraços Literários e até a próxima.