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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

O Touro Ferdinando-


                                                                                



Gosto bastantão de animações e por isso não pude perder a adaptação do clássico infantil O Touro Ferdinando
Adaptação de 1936 da obra de Munro Leaf, escritor americano e apresentado pela Disney em 1938, dirigido por Dick Rickard, recebeu o Oscar de melhor curta-metragem de animação em 1939 contando a vida de um touro que não queria brigar e não desejava de jeito nenhum ser um animal de touradas, apenas queria cheirar flores e repousar sob árvores.
Apesar de ser umlivro infantil e pequeno (dizem que o autor o escreveu numa tarde), a obra que passa mensagens de respeito às diferenças, amizade e liberdade de escolha foi proibido em alguns países por ser considerado “pacifista”, num período de governos fascistas.
A história sofreu problemas também onde a história se passa, na Espanha, na época sob o domínio do ditador Francisco Franco. Lançado meses antes da Guerra Civil Espanhola foi considerado subversivo por trazer uma profunda reflexão sobre uma das culturas mais absurdas, monstruosas e cruéis que infelizmente ainda existem: a tourada.
A animação que foi lançada em 2018 e tem como diretor o brasileiro Carlos Saldanha foi realizada pelo estúdio Blue Sky (Rio e A Era do Gelo).
O filme sai em meio a transação em que a Disney comprou a Fox, depois de cerca de 7 anos com a ideia de produzir a película e escrever um roteiro que rendesse um longa, já que a história é pequena e simples.
Um dos pontos altos é a caracterização dos personagens, de forma regional, que ficou lindaaaaa!
Também há que se ressaltar que coerentemente não tem um visu muito americanizado e as canções tem características espanholas, apesar do destaque no trailer da música de Ed Sheeran.
E apesar de direcionado ao público infantil não é um filme didático optando pelos sentimentos, mensagens e reflexões que deseja passar, mostrando em vez de contando.
Sabe que as crianças entenderão mesmo os temas mais delicados como violência, preconceito e intolerância que são tratados de forma ainda que indireta. Para se referir a morte, por exemplo, não há explicações, apenas a imagem e o vazio.
Seu ponto forte é exatamente ser despretensioso, nada de complexidade técnica, estética ou narrativa.
Por fim, o filme é bem divertido! Um dos momentos engraçados é quando Ferdinando com aquele tamanhão todo tenta não quebrar nada em uma apertada loja de louças :)

Recomendado para quem gosta de um certo ar nostálgico e quer conferir que definitivamente é difícil fazer o simples e acertar em cheio no minimalismo.


Abraços Literários e até a próxima.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

Get Out- Corra!


                                                                            

Sinopse: A história acompanha um final de semana na vida de Chris (Daniel Kaluuya), um jovem afro-americano que visita a propriedade da família de sua namorada. A princípio, Chris vê o comportamento exageradamente hospitaleiro da família como uma tentativa desajeitada de lidar com a relação inter-racial da filha, mas, no decorrer da trama, uma série de descobertas perturbadoras o levam a uma verdade que ele nunca poderia imaginar.

Aproveitando que  Corra! foi indicado à 4 estatuetas do Oscar, as salas de cinema do Brasil trouxeram um dos mais aclamados filmes de 2017 de volta ao circuito nacional.
Portanto, se você ainda não conferiu a obra de Jordan Peele, esta é sua chance para entender por que ele fez tanto sucesso entre o público e a crítica no ano passado, cravando impressionantes 99% no site Rotten Tomatoes (agregador de críticas de cinema e televisão).
O thriller social de Peele, primeiro cineasta negro a ser indicado ao Oscar de Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Filme, nos apresenta um jovem casal, inter-racial, Chris e Rose, apaixonados, que vão passar o fim de semana na casa dos pais dela para que eles conheçam seu namorado.
Já vimos muitas vezes essa história, em que o namorado vai conhecer a família da namorada, causando constrangimentos e gargalhadas, mas em Corra as situações “engraçadas” passam batido, alcançam o drama, flertam com o suspense, se apaixonam pela crítica social e são alçados ao status de terror!
Chris é muito bem recebido por Dean e Missy, os simpáticos pais de Rose e eleitores de Obama que fazem questão de deixá-lo à vontade. Lá ele conhece também os empregados da casa, aparentemente, felizes.
Chris está sempre em contato com seu amigo Rod, responsável por tiradas sarcásticas durante a narrativa, que avisa para ele não ir à casa de pessoas brancas. E assim começa a saga de Chris.
Corra é um dos filmes inter-raciais mais envolventes já feitos, é uma película de detalhes, que se conste muito bem construídos e costurados além de atuações convincentes.
O elenco bem seguro tem como destaque o novato Daniel Kaluuya, fazendo o assustado Chris. 
Allison Williams, a Marnie da série da HBO Girls, faz Rose, a namorada apaixonada de Chris. Catherine Keener, interpreta a mãe de Rose, personagem cheia de nuances e camadas. Lil Rey Howery é Rod, o amigo descolado de Chris com quem ele mantém contato durante todo o filme e responsável pelas tiradas sarcásticas durante a narrativa, e a ótima Betty Gabriel que  faz a empregada Georgina, com sua presença enigmática e sinistramente apavorante.
O diretor Jordan Peele, em seu primeiro filme, e sua câmera com enquadramentos ágeis e inteligentes, faz toda a diferença nesse clima de estranhamento e suspense altamente voláteis. Ele tem perfeito domínio do que realiza e entrega cenas memoráveis, como o da sessão de hipnose com a colherzinha de prata tilintando na xícara e
a cena envolvendo o protagonista e a empregada doméstica, a proximidade da câmera na mulher te dá arrepios! 
Na trilha sonora, a primeira faixa, intitulada Sikiliza Kwa Wahenga – que, no idioma suaíli, significa “Escute os Seus Ancestrais” -, e contém em sua letra a mensagem “Algo ruim vai acontecer. Corra”. De acordo com o diretor, essas palavras já representariam por si só, um aviso direto a Chris.
O som causa arrepio, a trilha sonora proporciona medo e o som do violino angustia em suas notas. O barulho do vento, a porta que se fecha, o freio de um carro, cada efeito sonoro é também um personagem do longa.
O diretor não renova o cinema, mas conduz com maestria, em seu primeiro filme, uma perspicácia de contar uma boa história distribuindo pistas permitindo que o espectador crie sua própria teoria sobre o segredo e as intenções da família de Rose, tudo num timing perfeito e principalmente evita jump-scares (quando num filme de suspense ou terror a gente pula do sofá quando do nada surge o vilão ou por causa de um corte rápido) e soluções fáceis.
Um filme cuja maior qualidade talvez seja o timing perfeito – não é nem curto demais, para te deixar com cara de ué acabou?, nem muito longo para te dar sono: cravados 1h44 tudo o que precisa acontecer, acontece.
Ahhhhhhhh joga na internet o final alternativo do filme; após exibições-testes, o público rejeitou o desfecho e o diretor conseguiu um orçamento para refilmar, lacrou!
O filme arrecadou US$ 206 milhões em todo o mundo contra seu baixíssimo orçamento de US$ 4,5 milhões.
Não assistiu ????
Então está esperando o quê???
Corra!

Abraços Literários e até a próxima.





domingo, 11 de fevereiro de 2018

Especial Oscar 2018: Adaptações Literárias-

                                                                             


Se vocês, assim como eu, não são muito fãs de folia, junte-se a nós no bloco dos unidos do sofá e vamos colocar em dia a leitura ou nos acabar nas poltronas dos cines maratonando os “oscarizáveis” que vão disputar a estatueta no dia 04 de março.
Ou melhor ainda, as duas coisas juntinhas, já que são muitos os filmes indicados que são adaptações literárias. Vamos conferir?



Dunkirk, a resenha vocês viram aqui 
 está sendo novamente exibido nas telonas depois das oito estatuetas as quais foi indicado: filme, diretor, montagem, edição de som, mixagem de som, trilha sonora e direção de arte.
Ao contrário dos demais, e com exceção de A Forma da água, foi o filme que deu origem ao livro baseado no roteiro da película.
Vale ressaltar que Dunkirk é um dos grandes favoritos nas categorias técnicas, onde deve disputar cada estatueta até a hora do com Blade Runner 2049.




A Forma da água – Guillermo Del Toro e Daniel Kraus
Assim como Dunkirk, o livro surgiu depois do filme e não é uma adaptação como geralmente ocorre.
Durante o período da Guerra Fria, um ser, meio homem e meio anfíbio é encontrado e levado para um laboratório onde é mantido em cativeiro. Ali são feitas experiências e torturas até que uma faxineira que trabalha no local e é muda se apega ao ser fantástico e cria um plano para salvá-lo.
A obra está na pré-venda no Brasil pela Editora Intrínseca.
O longa recebeu 13 indicações no total: filme, diretor, atriz, roteiro original, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, mixagem de som, edição de som, trilha sonora, design de produção, fotografia,  figurino e (ufaaaaaa) edição.




Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi – Hillary Jordan
Lançado pela Arqueiro, a obra é narrada por diversos personagens, entre eles uma mulher que vive em uma situação de extrema pobreza com a família, e se muda para uma fazenda do Mississippi, onde a situação também não é das melhores.
O filme será distribuído pela Netflix, com lançamento no dia 15 de fevereiro no Brasil.
Concorre ao Oscar em roteiro adaptado, atriz coadjuvante, fotografia e canção.




Victoria & Abdul – Shrabani Basu
Baseada em fatos reais conta a história da amizade entre a rainha Victoria, da Inglaterra, e um serviçal indiano chamado Abdul. Tudo começou quando um dia ele foi servi-la e olhou para ela, coisa que na época (e talvez ainda hoje) não podia. A história foi descoberta por uma jornalista, anos depois enquanto pesquisava sobre o tempero curry e os costumes da Índia. Infelizmente  o livro não foi traduzido para o Brasil. O filme concorre ao Oscar nas categorias de melhor figurino e melhor maquiagem e cabelo.




O Destino de uma Nação – Anthony McCarten
O livro, baseado em fatos reais, é escrito pelo roteirista do filme e foi lançado no Brasil pela Editora Planeta, pelo selo Crítica. O filme concorre à premiação nas categorias de ator, design de produção, fotografia, figurino e melhor maquiagem e cabelo.
A narrativa se passa durante a Segunda Guerra Mundial e conta a história de Winston Churchill. Prestes a encarar um dos seus maiores desafios que é assumir o cargo de Primeiro-Ministro do Reino Unido ele sofre pressão para fazer um acordo de paz e teve a difícil missão de comandar enquanto Hitler tentava invadir a Inglaterra.




A Grande Jogada – Molly Bloom
Romance autobiográfico, no Brasil publicado pela Intrínseca, que conta como uma mulher se tornou a rainha do pôquer nos Estados Unidos, realizando grandes jogadas ilegais, até ser detida pelo FBI. Dois de seus clientes famosos eram Leonardo DiCaprio e Ben Affleck.
O filme concorre na categoria de melhor roteiro adaptado.




Me Chame Pelo Seu Nome – André Aciman
Mais um livro da Intrínseca que foi adaptado para as telonas.
Se passa no norte da Itália, em 1983 e conta a história de Elio, um jovem de 17 anos que mora com os pais em uma pequena vila e se envolve com um estudante de pós-graduação que chega ao local para passar uns dias como assistente de pesquisa de seu pai.
No Oscar, a obra concorre como melhor filme, melhor ator, melhor roteiro adaptado e melhor canção.




All The Money In The World – John Pearson
Outra história baseada em fatos reais. O livro conta o sequestro do neto adolescente John Paul Getty 3º, na Itália, em 1973, neto de um magnata do petróleo nos Estados Unidos. Os criminosos pediram milhões pelo resgate do jovem, mas o avô se recusou a pagar.
O livro só vai ser lançado no Brasil em fevereiro, pela Editora HarperCollins.
O filme foi indicado ao Oscar na categoria melhor ator coadjuvante, com Christopher Plummer.
O interessante é que quem gravou as cenas originalmente desse papel foi  Kevin Spacey substituído após ter recebido denúncias de assédio e confessar.




Blade Runner – Philip K. Dick
Esse clássico da ficção científica ganhou mais uma versão, estrelado por Ryan Gosling e Harrison Ford.
O longa foi indicado ao Oscar nas categorias de fotografia, efeitos visuais, mixagem de som, edição de som e direção de arte.




O Touro Ferdinando – Munro Leaf
Essa adorável e ultra fofíssima história infantil que foi indicada como melhor animação tem como personagem principal um touro calmo, gentil e delicado que por ser grande e forte é confundido com um naimal perigoso e capturado para participar de touradas em Madrid.
O longa foi dirigido pelo brasuca Carlos Saldanha, que já trabalhou em “A Era do Gelo” e também dirigiu “Rio”.




A Bela e a Fera
VCS viram a resenha aqui
Esse clássico dos contos de fadas não ficou de fora do Oscar.
O filme em live action, estrelado por Emma Watson, foi indicado como melhor design de produção e melhor figurino.




Wolverine – O Velho Logan
Mais um clássico, dessa vez das HQ’s, foi lembrado pela Academia. 
Logan que emocionou concorre como melhor roteiro adaptado.




O Planeta dos Macacos – Pierre Boulle
O terceiro filme dessa adaptação cinematográfica, cuja resenha vocês conferem aqui, mostra o momento que os macacos dominaram a Terra.
O longa foi indicado para melhores efeitos visuais.




Extraordinário – R.J. Palacio
Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança, pela primeira vez. No quinto ano, ele precisa se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade
A história de Auggie concorre como melhor maquiagem e cabelo.




Star Wars – The Last Jedi – Michael Reaves e Maya Kaathryn Bohnhoff
A saga queridinha de todos foi indicada em melhor edição de som, melhor mixagem, melhor trilha sonora e melhores efeitos visuais.


E aí já fizeram suas apostas sobre quem serão os vencedores???
Quem vai dar palpites e pitacos sobre quem levar mais estatuetas?????
Se interessaram por algum dos livros?????
E por quais filmes????

Abraços Literários e até a próxima.


                                                                                     

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Volta às Aulas: Planners Freebies 2018-

                                                                             

Todos os posts na blogosfera referentes aos planners foram feitos ainda no ano passado :p
Esse aqui era para ter saído em janeiro, mas não rolou hihihi, janeiro já acabou, mas o ano ainda está no começo, certo??????
Como podem constatar sou um exemplo de organização, então focas lindas foquem no foco e vamos lá!!!
Em 2016, fizemos um post sobre os planners do tipo ecologicamente correto que vcs conferem aqui.
No ano passado, mais uma vez dicas de planners para os organizadíssimos, aqui.

Um planner é basicamente uma agenda que soma planejamento e acompanhamento das atividades e compromissos com criatividade, além de ser todo fofuroso e ter a sua cara e identidade.
Assim a tarefa chatinha de se organizar  se transforma numa atividade lúdica.
Se VC quer um pra chamar de seu na net tem freebies lindinhos de blogueiras  que generosamente compartilharam arquivos para  imprimir e decorar como quiser.

Vamos conhecer algumas inspirações ??????

Da Beatrice aqui 

Da Camila aqui 

Da Ingrid aqui

Se você é apaixonada por plantinhas, tem calendário em aquarela  aqui 

Para quem quer ilustrações alegres e divertidas diferentes a cada mês aqui

Vai resistir às ilustrações dos catioríneos????
Oxi resistir porquê????? Corre aqui
Esse site tem muitas versões de calendários, tem de cafééééééééééé jornal, tem do Harry Potter, das princesas da Disney e um montão de coisas fofoludas.

Quer modelo 3D tem versão floral aqui

Outro com temática floral que a gente amaaaaaa muitão? aqui

Com fundo de aquarela e frases inspiradoras????? Tem  aqui

Super ilustrado e cheinho de conteúdo extra????  aqui

E pra quem quer tudo explicadinho como num Bujo (Bullet Journal) ????
Também tem!


E aí se animaram a fazer um ?????

Abraços Literários e até a próxima.






quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ultra Violet: A cor de 2018, segundo a Pantone-

                                                                                


Desde 2000, a Pantone, instituto considerado autoridade mundial em cores, divulga uma cor para simbolizar o ano.
O Ultra Violet, 18-3838, foi escolhido como a cor de 2018.
Complexa e, ao mesmo tempo, calma, segundo a Pantone, a cor intriga aquilo que está por vir e as descobertas que estão além de onde nos encontramos agora. O vasto e ilimitado céu noturno é simbólico do que é possível fazer para continuar a se inspirar no desejo de perseguir um mundo que está além do nosso.
O Ultra Violet oferece uma complexidade de nuances com toques de originalidade em tudo que tocamos e em paralelo reflete uma direção multi-dimensional, comunicando engenhosidade e pensamento visionário que nos indica o futuro.

O bloguito selecionou alguns livros com a capa nesse tom, ou tons, meio violeta, meio roxo, meio púrpura, meio indefinifo, meio indecifrável e maravilindooooooooo de viver para celebrar a cor de 2018.


                                                                                  

Atrás do Espelho

Em O Lado mais Sombrio, a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intraterreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos - Jeb e sua vida como humana e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real, Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou pode perder tudo aquilo que mais ama.



Fallen

Algo parece estranhamente familiar em relação a Daniel Grigori. Solitário e enigmático, ele chama a atenção de Luce logo no seu primeiro dia de aula no reformatório. A mudança de escola foi difícil para a jovem, mas encontrar Daniel parece aliviar o peso das sombras que atormentam seu passado: um incêndio misterioso que provocou a morte de seu namorado levou Luce até ali. Irremediavelmente atraída por Daniel, ela quer descobrir qual é o segredo que ele precisa tanto esconder - uma verdade que poderia matá-la. Algo que, em suas vidas passadas, Daniel não conseguiu evitar.



O Guardião de Memórias

Uma fascinante história sobre vidas paralelas, famílias separadas pelo destino, segredos do passado e o infinito poder do amor verdadeiro. Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da Síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.



As Aventuras de Alice no País das Maravilhas
Escrita por Carroll, inicialmente para entreter três crianças durante uma viagem, em 1862 e depois, na versão que conhecemos hoje, como um presente para Alice Lidell (uma das três crianças da viagem), publicado em 1865, elevando o termo “surreal” à máxima potência.
Essa versão é composta pelos dois livros, que são uma espécie de continuação. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas começa com Alice seguindo um coelho branco, que passa apressado, e caindo em um buraco da toca desse coelho. A partir daí ela vai vivenciar as mais estranhas e imprevisíveis aventuras e conhecer as mais inusitadas criaturas, como a lagarta, o Chapeleiro louco, Bill o lagarto, a lebre de março e tantos outros. Em Através do Espelho, Alice se vê novamente em um mundo mágico, mas, desta vez com outros personagens, não menos improváveis. A história segue a sequência de um jogo de xadrez, como se suas vidas e ações estivessem (ou será que estavam de fato?!) sendo desempenhadas em um tabuleiro gigante.
O caráter surreal é o mesmo nos dois livros e a última frase do segundo livro é uma pergunta que faz você repensar o livro todo e que contém em si mesma a resposta do que aconteceu e nos faz entender o surreal dos personagens e acontecimentos.



A viagem do tigre

Perigo. Desolação. Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor?
Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões mítico. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.
Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustar seus objetivos.
Em a Viagem do tigre, terceiro volume da série A maldição do tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira.


Dezesseis Luas

Ethan conhece a mulher dos seus sonhos quando Lena aparece em sua cidade, e os dois acabam se apaixonando. Mas, para salvar o romance, eles precisam descobrir os segredos obscuros de suas famílias, guardados a sete chaves.



Hibisco roxo

Protagonista e narradora de Hibisco Roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente "branca" e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.

E vocês o que acham da cor que a Pantone escolheu para este ano?
Eu achei muito fofis, adoro essa pegada chique, misteriosa e mística da violeta <3
Qual desses livros vocês já leram ou gostariam de ler??
Quais livros com a capa Ultra Violet vocês fazem a indicação???


Beijos estalados, abraços Literários e até a próxima.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Cine Clube #33: Dunkirk

                                                                                     


Dunkirk retrata a evacuação de soldados ingleses de uma zona cercada por alemães na Segunda Guerra Mundial, enaltecendo três diferentes formas de sobreviver a essa batalha específica que garantiu a vida de muitos soldados. É um filme de guerra por excelência, mas sem o tom crítico.
Já faz algum tempo que Nolan vem sendo apontado como um dos autores do industrial cinema americano (produção em escala), sendo comparado (com algum exagero) a Kubrick e Spielberg. Longe da exaltação é necessário entender como o cineasta pensa Dunkirk e do que é constituído esse cinema de Nolan que transborda nesse longa.
Se Nolan remete aos filmes do final da década de 40, Dunkirk é um longa baseado em preceitos básicos do cinema. Em um primeiro momento, a obra parece destituir o cinema do diretor, filmes eloquentes, pretensiosos e complexos. Aqui, até mesmo em sua duração, o projeto se apresenta como uma obra mais concisa que busca ser direta nas ideias que apresenta.
É um filme sobre esforços, sobre como a sobrevivência é uma guerra diária, inglória e sem nenhuma arma. O filme traz homens despidos de qualquer esperança que apenas podem resistir. Nesse jogo, todos os trajetos e atalhos são permitidos, a missão não é por um país ou objetivo e sim por se manter humano, seja lá o que isso signifique.

                                                                                      


É abordada a questão na guerra como uma luta incessante, num movimento insistente contra a morte, os personagens praticamente não possuem nomes, são soldados tentando sair do local.
Como em qualquer filme de guerra, aqui não se trata de uma filosofia ou psicologia, mas de tensão e do ritmo frenético da fuga. Dunkirk assume a máxima do cinema narrativo que consiste na participação do público cujo objetivo é j fazer com que o espectador experimente o que é estar encurralado no local.
Essa identificação é o plot do filme colocando a audiência nos convés dos navios, nos cockpits dos aviões e nas caminhadas na praia encurralada.
Para que isso seja alcançado são utilizados três elementos cinematográficos básicos: a montagem paralela, a música e a fotografia. A primeira colocando lado a lado três histórias que ocorrem quase ao mesmo tempo e que sempre estão num mesmo ponto narrativo – se uma está no clímax, a outra também estará. A montagem paralela é a base do filme isso acontece mostrando um controle absoluto da narrativa, unindo períodos de tempo diferente em uma mesma linha narrativa – a trajetória de um personagem é de uma semana, a do outro um dia e do terceiro de apenas uma hora, mas fazem com que haja um tempo único em Dunkirk. O segundo ponto traz a música como forma de conduzir seu espectador a uma tensão crescente. E o terceiro, a fotografia, aqui entra como um elemento que transforma toda ação em algo extremamente realista colocando suas câmeras acopladas nos atores e máquinas.
Nolan tem obsessão pela singularidade e uma leitura em que Dunkirk seria o estilo do diretor de maneira simplista é equivocada. Há sempre, nesses três pontos, uma motivação em se distanciar do “mais do mesmo”.
Ás vezes nas frases simples e na gramática básica do cinema gênero é dito muito sem dizer quase nada.
Quer mais motivos para assistir??????
                                                                     


É um filme de guerra diferente de qualquer outro que vocês já tenham assistido, tem Kenneth Branagh, Harry Stiles (éééééé o do One Direction) e Tom Hardy, dá para arriscar a estatueta do Oscar na direção/roteiro de Nolan e trilha sonora de Hans Zimmer e tem best-seller recém-lançado pela Harper Collins.
Sinopse do livro : Em 1940, no porto francês da cidade de Dunkirk, 300 mil tropas Aliadas foram salvas da destruição pelas mãos da Alemanha Nazista em uma extraordinária evacuação pelo mar. Esta é a história de soldados, marinheiros, pilotos e civis envolvidos no resgate de 90 dias que se tornou uma lenda. Agora, a história que o primeiro-ministro britânico Winston Churchill descreveu como um “milagre” é narrada pelo autor best-seller Joshua Levine, incluindo entrevistas com veteranos e sobreviventes. Contada do ponto de vista de quem estava na terra, no ar e no mar, o livro “Dunkirk” é um relato dramático da derrota que levou à vitória da guerra e preservou a liberdade de gerações por vir.

Recomendadíssimo.
Abraços Literários e até a próxima.