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quarta-feira, 25 de abril de 2018

O garoto do cachecol vermelho e A garota das sapatilhas brancas-



O garoto do cachecol vermelho

Sinopse: Uma história comovente, intensa e apaixonante. Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, ela se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor.
Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho.
                                                                                
A narrativa conta a história de Melissa, que sonha em ser uma grande bailarina e deseja muito cursar dança na Julliard – faculdade de artes de NY.
Apesar de ser uma garota esforçada, nossa protagonista é arrogante e preconceituosa.
Numa noite de ano novo ela conhece Daniel, um garoto que usa um cachecol vermelho em pleno verão e que vai mudar sua vida completamente.
Daniel sempre está querendo ajudá-la e eles sempre acabam brigando já que ela não entende o motivo pelo qual precisaria de ajuda para sua vida perfeita. 
À medida que a narrativa flui percebemos que eles se atraem, estão sempre nos mesmos lugares e essa proximidade involuntária faz com que os dois façam uma aposta para que a garota conviva com ele por algum tempo e veja a vida com outros olhos.
Há momentos surpreendentes nesse livro, principalmente quando a Mel se permite viver, sentir e olhar a vida de outra forma.
A obra ainda faz uma abordagem sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, esclarecendo uma questão importante com sutileza, mas sem minimizar o tratamento adequado.
Narrado pelo ponto de vista de Melissa, apenas um trecho nos mostra uma visão de Daniel, é uma leitura interessante que prende a atenção e apresenta um desfecho surpreendente onde a autora não teve receio em inovar.
O garoto do cachecol vermelho vem disfarçado de romance água com açúcar, mas está recheado de drama e suspense.

                                                                              
                                                                               
     
A garota das sapatilhas brancas

Sinopse: Ele foi o farol que a salvou da escuridão. Ela devolveu as cores ao mundo dele.
Daniel Lobos vive a vida plenamente. Dono de um coração enorme, divide seu tempo entre duas paixões: a música e as causas sociais. Até que seu caminho cruza o de Melissa, uma bailarina preconceituosa e esnobe, que põe à prova aquilo em que ele mais acredita: que todo mundo merece uma segunda chance.
Este romance mostra, através das lembranças de diversos personagens já conhecidos em O garoto do cachecol vermelho como as nossas decisões afetam o nosso destino.
O que levou Daniel a ter tanta fé em Melissa, quando ninguém mais acreditava nela?
Toda história tem dois lados, e agora é a vez de conhecer a do garoto do cachecol vermelho.
                                                                                
A Garota das Sapatilhas Brancas é um Spin Off, em que a autora Ana Beatriz Brandão narra cenas que não estão em O Garoto do Cachecol Vermelho e que contadas por outros personagens.
Muitas pelo ponto de vista de Daniel, são de antes mesmo de Mel e Dani se conhecerem, assim sabemos mais da personalidade desse personagem cativante, o garoto cheio de vida e alegre que também era um ser humano com dúvidas e medos. Ver o tamanho da força que ele teve, sua resiliência, seu amor ao próximo, e como ele sempre pensou nos outros antes de si, até mesmo nos piores momentos. 
As cenas não estão em ordem cronológica, mas organizadas de maneira que o leitor pudesse compreender as atitudes de Daniel. É um livro sobre amor, fé, esperança, perdão, família, segundas chances e como a vida pode ser bonita.
Conhecer DaniDani por seu próprio ponto de vista é essencial para encerrar com chave de ouro a história que começou em O garoto do cachecol vermelho e funciona como uma espécie de despedida oficial do casal que nos proporcionou tantos sorrisos.
Vale a pena conferir!

Abraços Literários e até a próxima.


sábado, 21 de abril de 2018

Jogador nº 1- Livro e filme


                                                                             
  


Sinopse - Cinco estranhos e uma coisa em comum: uma caça ao tesouro.
Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma virtual chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará uma fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

A história se passa em 2044, e como na maioria dos filmes futuristas, a Terra entrou em colapso com guerras, recursos naturais esgotados, cidades destruídas, grande parte da população com fome e medo num cenário onde reina o caos.
Wade Owen Watts é um jovem órfão de 18 anos que vive em um dos parques de trailers espalhados pela cidade, num cenário desolador onde crimes são cometidos sem punição aos infratores.
Contudo, existe o Oasis, plataforma de jogo online que simula um mundo diferente.
Idealizado por James Halliday, esse universo paralelo proporciona aos seus jogadores uma vida virtual em um mundo onde todos trabalham, estudam e é possível ir onde desejar, inclusive outros planetas longe da destruição da Terra.
E isso era suficiente para que Wade escapasse da sua cruel realidade, até a morte de Halliday e o lançamento de um desafio para todos os jogadores do Oasis: encontrar três chaves, atravessar três portais, pegar o ovo dourado e ser o herdeiro da fortuna deixada por ele.
Milhões de “caça-ovos” partem numa busca desenfreada e nosso protagonista, que vive a maior parte do seu tempo buscando informações para solucionar enigmas que possam levá-lo ao prêmio final.

                                                                                
                                                                              
Os demais personagens são bem construídos, e aos poucos Art3mis, Aech Daito e Shoto ganham importância na narrativa.
E como nem só de mocinhos vive a história, temos também o vilão Sorrento, um homem sem escrúpulos capaz de qualquer coisa para alcançar seu objetivo.

E em meio a referências ao Dungeons & Dragons, John Hughes, Ultraman, Atari, Rush, e tudo o mais (o livro é repleto de referências a jogos, filmes, HQ, músicas e cultura da década de 80) que fez da década de 80 uma queridinha – Wade se dá conta que será preciso mais que vontade para se tornar o jogador nº 1.
Jogador Nº 1 é um livro que mescla os gêneros distópico, fantasia e sci-fi.
A leitura é rápida e fluída, e a escrita audaciosa do autor é viciante.
Geeks, nerds, gamers e apaixonados pelos anos 80, esse livro é para vocês!

                                                                               
                                                                           


Estreou no dia 30/03, a adaptação de Steven Spielberg baseada no livro de Ernest Cline, que inclusive faz menções a ele em sua obra. 
O diretor evitou a autorreferência, mas reverencia o cinema na figura do diretor Stanley Kubrick, com cenários do Hotel Overlook, de O Iluminado, referências ao Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado, de John Hughes, bem como uma menção a Robert Zemeckis, de De Volta Para o Futuro, tendo o seu sobrenome vinculado a um cubo, que tem como função uma volta no tempo, que auxilia Wade (tye Sheridan) num difícil momento de sua jornada.
Familiarizado a esse tipo de narrativa, Spielberg faz da nostalgia a sua aliada e exibe uma sutil crítica aos viciados por games cuja percepção dos personagens sobre viver uma existência virtual e se desconectarem da realidade é parte do processo reflexivo do longa.

Abraços Literários e até a próxima.



domingo, 15 de abril de 2018

As Asas do Desejo-


                                                                             


O filme começa com o anjo Damiel no alto da Gedachtniskirche, igreja berlinense bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial (e mantida em ruínas após o conflito como símbolo histórico) olhando a humanidade, numa antítese do anjo que vê dos céus os homens e sua destruição.
Nos primeiros minutos a câmara (subjetiva, que simula o olhar de um personagem) está no alto, vendo lá embaixo a cidade, e nós vemos o mesmo que os anjos veem.
E eles descem à Terra, caminham entre nós, estão nos carros, trens, bus e metrô, ouvem nossas súplicas e (principalmente) nosso silêncio e observam tudo (e às vezes intervêm).
Numa época dividida (literalmente) pelo muro, e pela guerra fria, ideologias, economia, política insegurança, dores e saudades, num cenário devastado e pessoas oprimidas, os anjos Damiel e Cassiel tentam consolar.
A relação entre os anjos e os humanos é enriquecida pelo fluxo de consciência (stream of consciousness, técnica literária que usa associação de ideias; raciocínio lógico e impressões pessoais) e está presente na cena em que Damiel tenta aplacar o desespero de um homem acidentado e na que Cassiel tenta evitar o suicídio de um rapaz, que pula do prédio, apesar dos seus esforços.
Ainda que a ambientação remeta à política o diretor fala sobre humanos – e anjos. E se os anjos de Wim Wenders estão em Berlim é porque era a metrópole do país do cineasta. O muro dividindo a cidade não importa, para os anjos, a cidade dividida em duas é uma só, e Berlim, mais do que cenário é um personagem.
As Asas do Desejoé um filme reflexivo que observa a vida, a passagem do tempo, a consciência a respeito de si, a descoberta da própria identidade e o existencialismo.
Os anjos reconhecem as dores mais profundas da humanidade e imaginam reações, mas não são capazes de sentir as alegrias e a materialidade, nem podem experimentar o amor, que Damiel começa a sentir por Marion. Em uma conversa com Cassiel ele revela seu desejo de se tornar humano e experimentar um mundo, como ele mesmo diz: de poder “achar” em vez de saber.
Se na sociedade racional não acreditamos mais em anjos, então eles não existem.
Se existem, são infelizes. Se são infelizes, merecem ser salvos sendo reconduzidos à condição de mortais para então receberem a graça de ter um anjo em suas vidas :p
Na Alemanha,  Der Himmel über Berlin, O Céu Sobre Berlim, o título original.
Em todo o mundo, As Asas do Desejo, sem dúvida exprime o plot: anjos que desejam e Asas do desejo é um longo voo.
O divino e o humano estão presentes na cena em que Damiel e Cassiel estão na biblioteca pública de Berlim num travelling (movimento de câmera em que ela se desloca no espaço ao contrário da panorâmica em que ela gira sobre o próprio eixo sem se deslocar) em que a câmera não para um instante passeando por todo o local, enquanto as pessoas leem, com os anjos ao seu lado, mistura dos mundos, numa referência ao conhecimento, maneira com a qual os homens vivem na posteridade.
O desejo de Damiel para se tornar humano é atendido e o anjo caído descobre a primeira dor humana ao ser atingido na cabeça por um objeto e sente fome pela primeira vez.
A fotografia, até então em preto e branco, se transforma cheia de cores com todos os tons da vida.
Wim Wenders nos mostra que enquanto muitos de nós queremos mais do que o tempo que nos foi dado para viver, alguns anjos, cansados da eternidade, gostariam mesmo era provar o gosto de um café, um aperto de mão, um abraço, e claaaaaaaro, o amor.

Premiado em Cannes, e considerado um dos melhores da década de 80, o filme tem força e beleza que instauram uma atmosfera de mistério absoluto.

Agradeço ao Hugo, do blog Cinema – Filmes e Seriados (aqui) pela indicação.
Uma aula de cinema, de história e  existencialismo.
Assistam, quem se envolve na sua poetice, sempre irá recordar-se dele.


Abraços Literários e até a próxima.



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Perfeitos Desconhecidos-


                                                                         


"Perfeitos Desconhecidos" dirigido por Paolo Genovese tem um enredo atual que fala sobre como lidamos com as redes sociais e especificamente sobre segredos que algumas pessoas guardam em seus celulares.
A película prega que todos temos três vidas: uma pública, uma privada e uma secreta.
Tendo como ponto de partida a frase acompanhamos um jantar, onde se encontram sete amigos: Eva (Kasia Smutniak), Rocco (Marco Giallini), Cosimo (Edoardo Leo), Bianca (Alba Rohrwacher), Lele (Valerio Mastandrea), Carlotta (Anna Foglietta) e Peppe (Giuseppe Battiston) numa noite que tinha tudo para ser agradável: um eclipse lunar, uma farta refeição italiana, um bom vinho e uma boa conversa.

                                                                                 


Só que ao conversarem sobre um amigo ausente que se divorciou devido a uma mensagem recebida de uma amante, surge a ideia de um jogo da verdade revisitado, onde todos deixam seus celulares na mesa para compartilharem as mensagens e ligações que ocorrerem durante o jantar, mostrando assim que não têm nada a esconder. Alguns oferecem resistência, mas para não se comprometerem todos concordam e, a partir daí, estão obrigados a lerem qualquer mensagem recebida em voz alta e atender chamadas no viva voz.
Afinal, ninguém tem nada a esconder. (Ou tem?) Sua vida é um livro aberto? Sua família, parceiro e amigos, você os conhece realmente? Ou conhece apenas o que eles tornam público, já que o nosso interior é território que só nós adentramos?
E o que era de se esperar acontece: a cada ligação atendida e mensagem lida, um segredo é revelado.
O filme é um drama com humor negro e roteiro muitíssimo bem construído, elaborado com ótimas tiradas, grandes sacadas, momentos constrangedores, clima pesado e desconforto.
Com interpretações impecáveis, diálogos ácidos e sarcasticamente bem estruturados, narrativa ágil e muitos segredos, o filme diverte e faz uma crítica inteligente sobre como a tecnologia interfere nas relações, na divisão de atenção entre o real e as interações virtuais, além de mostrar o quão vulneráveis somos, confiando na "caixa preta", como um dos personagens define o celular.
Tem coisas que você não diz, não são grandes segredos, mas pequenas informações que preferimos omitir. E o que não dizemos pode, em hipótese, dizer mais sobre nós do que o que aquilo que tornamos público na nossa caixa preta. Até que ponto vale a pena conhecer todos os segredos de alguém? Se fôssemos obrigados a compartilhar absolutamente tudo, as relações continuariam as mesmas? Até onde nossa privacidade está protegida?
Todo filmado em um único cenário, o que lembra uma peça de teatro, “Perfetti Sconosciuti”, figura entre um dos melhores filmes do gênero que assisti!

Abraços literários e até a próxima.

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sábado, 31 de março de 2018

Feliz Páscoa-


                                                                            


A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais.
O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae.
Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska, porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.
Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos, principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

Entre os judeus, a data marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durante muitos anos. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moisés, fugiram do Egito, passando da escravidão à liberdade. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

Entre os cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo, passagem da morte à vida eterna (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). A semana anterior a Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grande quantidade.
Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo.
O coelho representa simbolicamente o nascimento e a esperança de uma nova vida.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa?
Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova.
Já os ovos de Páscoa, de chocolate ou enfeites, também estão neste contexto da fertilidade e da vida.

Então, independente de qual seja sua religião, ou se você não tem uma, vamos aproveitar a data para renovar as esperanças em uma vida recheada de doçura?????????

Uma Feliz e Abençoada Páscoa!

Abraços Literários, beijos doces e até a próxima.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Criaturas & Criadores: Histórias para Noites de Terror


                                                                            


A edição de "Criaturas & Criadores: Histórias para Noites de Terror", linda com sua capa dura roxa e ilustrações em cobre metalizado é uma coletânea de contos que apresenta caprichadas releituras inspiradas em quatro consagradas obras da literatura de terror em versão nacional.

A Criatura, de Raphael Draccon, nos apresenta Elizabeth, uma repórter que acostumada a publicar furos de reportagem em seu canal no YouTube não se abala com os lugares que precisa visitar, nem que seja uma comunidade cercada por homens armados. Seu objetivo ali: desvendar os mistérios do Dr. Victor, responsável pela criação de um monstro que aterroriza até os soldados bem treinados do BOPE.
Um conto bem elaborado com início, meio e fim, e bons personagens numa contextualização instigante onde é possível visualizar cada cena narrada.

Conde de Ville, de Carolina Munhóz – Com bloqueio criativo, Elizabeth já perdeu todos os prazos de seu editor. Não importa o que ela faça, não consegue finalizar o seu próximo conto de terror.
Até que vai à nova, badalada e trevosa boate da cidade que tem uma decor gótica e um proprietário misterioso que alguns frequentadores nunca viram.
Mas Beth consegue conhecer V. em sua primeira visita.
Esse conto, que foi o que menos gostei, tem uma protagonista que não ganha a empatia do leitor, um final estranho, um enredo previsível e até um início que confunde já que o nome da protagonista é o mesmo da primeira história hihihi

Em Por Trás da Máscara, de Frini Georgakopoulos, conhecemos Cristine que está realizando o sonho construído por ela e seu pai. Mas agora que ele nunca mais verá suas apresentações, sua alegria de cantar morreu e ela pode perder a conquistada vaga no importante instituto de música. Uma lenda diz que a voz perfeita conseguirá a ajuda do fantasma do professor mais exigente do instituto se cantar para ele em meio aos escombros do teatro abandonado.
Por mais inusitada que a ideia possa ser, Cris decide arriscar e descobre que seu sonho pode se tornar um pesadelo.
Nesse que é o conto mais longo da antologia, e o que mais gostei, narrativa, personagens e final me agradou muitíssimo, surpreendeu e garantiu suspiros.

O Sorriso do Homem Mau, de Raphael Montes
- Pablo é um profissional respeitado e feliz em seu dia a dia como marido, pai e dentista, quando começa a criar hábitos estranhos e partes do seu dia são apagados de sua memória, como se nunca tivessem acontecido. O que ele faz nesses momentos é algo do qual ninguém se orgulharia.
O autor presenteia os leitores com uma versão estendida de um de seus primeiros trabalhos, com um desenvolvimento arrepiante da história assim como seu desfecho tenso.

Acho que mesmo quem não gosta do gênero pode se interessar pelo livro já que as narrativas da obra não são exaaatamente de terror, mas descrevem a capacidade do homem em fazer o mal, e isso sim é assustador.

Abraços Literários e até a próxima.


terça-feira, 27 de março de 2018

Horror na Colina de Darrington-


                                                                               


Sinopse- Em 2004, Benjamin Simons deixa o orfanato em que viveu desde a infância para ajudar seus únicos parentes num momento difícil: com a tia debilitada e o tio trabalhando dia e noite, precisavam de alguém para tomar conta de sua prima Carla, de apenas cinco anos de idade.
No entanto, certa madrugada, a tranquilidade da colina de Darrington é interrompida por um estranho pesadelo que a cada minuto vai tomando formas reais. Logo, Ben descobre-se preso numa casa que abriga mistérios, onde o inferno parece próximo e o mal possui força evidente.
Isso tudo aconteceu quando Ben estava com dezessete anos, e foram experiências das quais ele preferia esquecer completamente…
Passaram-se dez anos, mas aquele pesadelo o acompanha de perto. Ben sente que precisa voltar e sabe que, ou desvenda tudo ou sempre viverá com medo. Então, ele decide contar, e traz numa narrativa angustiante e rica em detalhes tudo o que viveu e todas as batalhas impensáveis que travou para tentar manter a si próprio e a prima em segurança. E se descobre no centro de uma conspiração capaz de destruir sua própria sanidade.

                                                                                 


Horror na Colina de Darrington é o livro de estreia do brasileiro Marcus Barcelos, que possui mais de um milhão de leituras no Wattpad. Na obra que se passa em South Hampton, EUA, ele cria uma trama no estilo norte-americano de terror, não tão comum por aqui, com muitas cenas de horror distribuídas ao longo de doze capítulos e 142 páginas.
A sinopse entrega praticamente tudo, Benjamin é um órfão de 17 anos que sempre viveu no Orfanato St. Charles e que após o pedido de seu tio para ajudá-lo a cuidar da filhinha de cinco anos, se muda para a casa localizada na colina de Darrington.
A casa é estranha, esconde segredos sombrios, fazendo com que ele tenha visões assustadoras e logo se vê às voltas com uma conspiração ligada a elementos com sede de poder, envolvendo pessoas influentes e o sobrenatural.
Como os fatos são narrados em primeira pessoa, pelo próprio Ben, dez anos depois que aconteceram, a “verdade” fica nublada – estaria ele sendo fiel aos fatos ou imaginando coisas?
A certa altura, o próprio leitor se questiona se tudo aconteceu mesmo ou é ilusão de sua mente imaginativa.
O livro é curtinho e a leitura rápida intercalando presente e passado mostrando um pouco da história do protagonista e da casa antes do ocorrido.
No início dos capítulos, há prontuários, documentos, registros telefônicos e matérias de jornal que recapitulam o que irá ser revelado fazendo o leitor ligar os pontinhos no final.

                                                                             


A capa em alto-relevo é linda, a diagramação impecável, as folhas amarelas tornam a leitura confortável e as ilustrações de Thomaz Magno garantem a atmosfera sombria.

Não falta nada nem tem pontas soltas, masssssss achei mais ou menos, fiquei com uma sensação de déjà-vu, como se o autor tivesse se inspirado em váááááárias histórias conhecidas.
De qualquer maneira acho que os amantes de terror vão gostar do livro.

Abraços Literários e até a próxima.